Sistemas Operacionais – Parte 1

Irei postar alguns trechos do livro: “Arquitetura de Sistemas Operacionais” – 3ª edição[LTC] de Francis Berenger Machado e Luiz Paulo Maia.

1 – Sistema multiprogramáveis

Neste tipo de sistema, os recursos computacionais são compartilhados entre os diversos usuários e aplicações. Neste tipo de sistema, enquanto um programa espera por uma operação de leitura ou gravação em disco, outros programas podem estar sendo processados neste mesmo intervalo de tempo. Nota-se então um compartilhamento de memória e do processador. O SO se preocupa em gerenciar o acesso concorrente aos seus diversos recursos, como memória, processador e periféricos, de forma ordenada e protegida, entre os diversos programas.

1.1     Sistemas Batch

Foram os primeiros a serem implementados, em 1960. Os programas, também conhecidos como Jobs, era submetidos para execução através de cartões perfurados e armazenados em disco ou fita, onde aguardavam para ser processados. Posteriormente, em função da disponibilidade de espaço na memória principal, os Jobs eram executados, produzindo uma saída em disco ou fita. Atualmente, os SOs implementam ou simulam o processamento batch.

1.2 Sistemas de tempo compartilhado

Permite que vários programas sejam executados a partir da divisão de tempo do processador em pequenos intervalos, denominados fatia de tempo(time slice). Esses sistema possuem uma linguagem  de controle que permite ao usuário comunicar-se diretamente com o SO através de comandos. O sistema, normalmente responde em poucos segundos à maioria dos comandos solicitados, desta forma, ficaram conhecidos como sistemas on-line.

1.3   Sistemas de tempo real

Enquanto sistemas de tempo compartilhado o tempo de resposta pode variar sem comprometer as aplicações em execução, nos sistemas de tempo real os tempos de resposta devem estar dentro de limites rígidos, que devem ser obedecidos, caso contrário poderão ocorrer problemas irreparáveis. Nos sistemas de tempo real não existe a ideia de fatia de tempo, um programa utiliza o processador o tempo que for necessário ou até que apareça outro mais prioritário. Esta importância ou prioridade de execução é definida pela própria aplicação e não pelo SO.

2 – Sistemas com múltiplos processadores

Caracterizam-se por possuir duas ou mais UCPs interligadas e trabalhando em conjunto. A vantagem deste tipo de sistema é permitir que vários programas sejam executados ao mesmo tempo ou que um mesmo programa seja subdividido em partes para serem executadas simultaneamente em mais de um processador. Os conceitos aplicados ao projeto de sistemas com múltiplos processadores incorporam os mesmo princípios básicos e benefícios apresentados na multiprogramação, além de outras características e vantagens especificas como escalabilidade(é a capacidade de ampliar o poder computacional do sistema apenas adicionando novo processadores), disponibilidade(o fato de manter o sistema em operação mesmo em casos de falhas) e balanceamento de carga(é a possibilidade de distribuir o processamento entre os diversos processadores). Neste tipo de sistema está contida a ideia de fracamente acoplados e fortemente acoplados,  onde a grande diferença entre eles, é que e, sistemas fortemente acoplados existe apenas uma memória principal sendo compartilhada por todos os processadores, enquanto nos fracamente acoplados cada sistema tem sua própria memória individual. Além disso,  a taxa de transferência entre processadores e memória em sistemas fortemente acoplados é muito maior que nos fracamente acoplados.

É isso aí, abraço!

Anúncios

Obrigado pelo comentário.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s